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No dia 27 de fevereiro, uma das figuras mais marcantes e ativas do nosso colégio completou 50 anos de instituição. O professor Ribeiro nos recebeu gentilmente para um bate-papo; contou como começou a lecionar, a experiência com adolescentes e a importância de chegar aos anos dourados.

Jornal: Como foi a sua entrada no CSJT?
- Eu era vizinho do colégio, morava numa casinha simples com a minha família. Conheci a Prof.ª Alzira na feira-livre que era realizada na Paes de Barros, e ela me dizia sobre o colégio e pedia que viesse estudar aqui. Então no dia 27/02/1957 fiz a matrícula, porém como tinha dificuldades financeiras, só foi possível com a ajuda do casal Mesquita. Apesar de ainda ser um menino e nem ter idade para trabalhar, tinha que retribuir a generosidade prestada, então comecei a ajudar no colégio. Fui office-boy, mas fazia o que me pediam, peguei gosto de trabalho mesmo.
Jornal: Como surgiu o interesse por química?
- O Prof. Mesquita começou a montar um laboratório de química, e como já estava aqui, ajudei na montagem do laboratório. Misturava reagentes pra ver de que cor ia ficar o experimento! Fiz curso de química à noite, tive muitas dificuldades, principalmente porque os professores eram muito exigentes. Posteriormente, comecei a trabalhar com eles. Nunca fui um aluno brilhante, mas era dedicado. Fui fazer Engenharia, mas não conclui. Vi que meu negócio era dar aula.
Jornal: Como é lecionar e dirigir adolescentes?
- É maravilhoso, gratificante. Foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Comecei a lecionar em 1967/1968, por insistência de um professor. Chegou a dar briga na minha frente.Os professores diziam que eu não tinha capacidade para dar aula. No fim daquele ano, os alunos fizeram um abaixo-assinado para que eu continuasse a dar aula. Tenho certeza que aquele abaixo-assinado foi coisa do Prof. Enéas! Ele negava, mas tenho certeza que ele fez a cabeça dos alunos! Durante toda a minha carreira, não coloquei aluno nenhum pra fora da sala. Peço muito a Deus, para que me ajude. E graças a Ele, não tenho e nem tive problemas com um aluno sequer.
Jornal: A maior lição de vida tirada desses 50 anos?
- O Prof. Mesquita e Prof. Alzira, com certeza. São meu exemplo por tudo que conquistaram e também por terem ajudado tantas pessoas. Já nem falo por mim, porque recebi muita ajuda do casal. Quem hoje olha para a Prof.ª Alzira nem imagina o quão difícil foi construir todo esse patrimônio, custou muito trabalho. Já estive em outras instituições, encontrei muitas pessoas boas, mas o casal Mesquita tem um valor muito especial.
Nesses 50 anos, muita história para contar, muito trabalho para lembrar, muita emoção para transparecer e muitas lições. Lições estas que serão levadas para toda uma vida.
Obrigado Prof. Ribeiro!
50 anos de dedicação ao Colégio São Judas Tadeu
Por Nathalia Ferrari Silva,
Thaís Cristina Gomes de Souza,
Laís Borlenghi de Freitas e
Juliane Jardim Feriani – 3º Puma
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