Que tipo de escola é ideal para uma criança?

Sinto diariamente a insegurança de pais em escolher a escola ideal para seus filhos, mas antes dessa escolha a família deve acertar alguns fatores. Segundo João Malheiro – doutor em Educação pela UFRJ, a escola ideal para uma criança é aquela que saiba conjugar duas forças complementares: as características temperamentais, psicológicas e físicas da criança com o ideal de educação que a família pretende dar para ela. Não é conveniente colocar uma criança num colégio forte, exigente, que cobra bastante, que estimula a competição se ela é muito ansiosa, preocupada com a sua imagem, tem dificuldades em assimilar habitualmente os conteúdos, não gosta de estudar, etc. Essa criança poderá sofrer um stress precoce – que lhe fará muito mal – e aumentar muito a sua baixa estima. Muitas vezes a baixa estima – fato muito comum nas crianças atuais – nasce dos pais colocarem altas expectativas nos sucessos escolares do seu filho e ele não ser dos mais capacitados. É melhor, para estes casos, buscar uma escola que, devendo ser também exigente, não prima tanto pela competição escolar. O segundo aspecto é procurar aquele estabelecimento de ensino que sintonize com os valores da família. A pior coisa do mundo é a criança ser educada num clima de incoerência: ela ficará insegura no início e depois “instintiva” na adolescência. É fundamental para um perfeito desenvolvimento da personalidade da criança que os pais tenham uma base ideológica humana e espiritual que vá se integrando perfeitamente com a escola. Ambas têm que fazer um trabalho conjunto. Caso contrário, pode acontecer, por exemplo, que a família fale para o filho que é muito importante rezar antes de dormir e a escola diga que rezar é “careta”! É muito importante que a família antes de matricular o seu filho numa escola decida se vai querer uma escola religiosa ou leiga, de só de meninos ou mista, com atividades extracurriculares ou não, se bilíngüe ou normal, para depois se preocupar com os demais aspectos internos da escola.

Postado por Erica Licastro - 02/06/2010 às 16:47

Telefone celular não é brinquedo

Vejo diariamente crianças na Educação infantil e no Ensino Fundamental1 levando um aparelho celular na mala com a preocupação de cuidar dele como um adulto. “ O celular coloca a criança numa imitação do mundo adulto muito cedo e alimenta a febre de um pequeno consumista”, adverte Yves de La Taille, professor do departamento de Psicologia Escolar da Usp. Segundo La Taille, o aparelho prejudica o aprendizado e a socialização face a face. “ O recreio é um momento importante, é uma pena que seja desperdiçado por relações não presenciais”, diz. A responsabilidade que uma criança deve ter para utilizar um celular é acima do esperado para sua idade, prejudicando seu desenvolvimento saudável. A criança deve brincar, jogar e fantasiar, para assim desenvolver e estimular o aprendizado e a socialização. Aprender a respeitar regras e cumpri-las, respeitar as pessoas que estão ao seu redor, esperar sua vez, ter limites, são condutas que se adquirem na Educação Infantil e Fundamental 1, incluindo todo o conteúdo programático esperado para cada faixa etária, formando o indivíduo como um todo. Eu te pergunto, será que teria espaço para um celular, dentro desse ambiente escolar? A criança deve passar pela infância aproveitando o máximo dessa fase e o mais importante “aprendendo” a Ser um cidadão. Segundo La Taille é nocivo que os pais usem o celular para controlar os filhos. “Os pais devem confiar, não vigiar, isso só traz tensão, infidelidade e violência” afirma. “Se você fica monitorando seu filho toda hora é porque não confia na educação que deu. É uma maneira doce de ser tirano.” Afirma o professor. Minha intenção com esse texto é estimular a reflexão, pois tenho percebido em minha prática escolar uma falta de prioridade em valorizar o “SER” humano, filho, amigo, fiel, honesto, educado e comprometido.

Postado por Karem Cristina - 31/05/2010 às 15:22

Absolutamente nada? Discordo totalmente!

Em entrevista a Katherine Bell para a revista Harvard Business Review de maio/2010, um dos chefs-empresários mais festejados dos Estados Unidos, Mario Batali, em resposta à pergunta "HBR: Na faculdade de Administração, você aprendeu alguma coisa que viria a ser útil? Batali: Absolutamente nada. Naquele época, as aulas eram pura teoria - uma questão de comparar a curva de receita marginal com a curva custo marginal. Gostava de macro, mas num curso de filosofia ou letras se aprende muito mais sobre como lidar com gente e tirar coisa do papel"... texto original Abro este blog apenas para exemplificar como muitas pessoas, aprendem mas, em muitos casos, não tem consciência do real aprendizado. Ou alguém acredita que em ABSOLUTAMENTE NADA serviu um curso de administração para um empresário com 14 restaurantes? Noções de contabilidade, controles de estoque ou formação do preço de venda de um delicioso prato surgiram de onde? Eu acredito que isso ocorra porque depois de consolidado o aprendizado, agimos de uma forma tão natural que não temos percepção do que nos trouxe àquela condição de resolver um determinado problema. Não nos comparamos com quem, por exemplo, nesse caso, não tenha cursado uma faculdade de Administração para tirarmos nossas conclusões. Me formei técnino em Processamento de Dados; hoje equivalente ao curso profissionalizante de Informática; nunca elaborei nenhum programa próximo às linguagens modernas de programação e nunca trabalhei na área, mas tenho plena noção de como se deve solicitar a criação de um programa, pois aprendi como funciona a lógica de uma programação. Se cada um de nós procurar evidências, poderemos tirar nossas próprias conclusões. A minha é que: " Aprender é muito bom!" pena que em alguns casos, demoramos para concluir isso.

Postado por Ivan G.B. Trigueirinho - 17/05/2010 às 14:03

São Judas no Teatro.

Fotos dos alunos nos teatros para as entrevistas de Estatística.

Postado por Camilo de L. Rodrigues - 21/04/2010 às 20:35

Trigo na Mooca

Atividade de trigonometria com os alunos dos 2º anos do ensino médio no Parque Regional da Mooca com os professores Eurico e Camilo.

Postado por Camilo de L. Rodrigues - 12/03/2010 às 21:29